quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sater uno

Quando me ouço, me estranho
ainda sou uma estranha para mim
uma estranha conhecida

Sem certezas
agora com perspecAtiva
e com Sater .

terça-feira, 10 de maio de 2011

Rum

Eu, que me tenho nas mãos
que me escapo entre os dedos
me eliquefiz

mergulhei em sonhos oceânicos
e agora desbravo a solidão líquida
em caravelas pequenas, mínimas
dois remos

piratiei desejos
ainda luto pelo tesouro
que não é ouro
que não é nada disso

de porto em porto
um vazio oco
ainda tenho o mar
e voltarei pra lá

que o mar tem me elevado
e eu quero ser levada
pra longe
pra onde ?

um brinde .

domingo, 1 de maio de 2011

O poeta

O poeta é poeta porque vive só
é preciso.

Falar do mundo e de seus detalhes
só é possível quando se vive distante

alheio ao comodismo
é preciso da película

O poeta vive só
e não é feliz

E não é feliz
porque vive só

É preciso.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Reflexo do ego mistério sem fim

Eu vejo minha imagem invertida
cada vez mais desfocada
desconexa

O semblante é outro
não vale mais ouro
vale lata
é pena

A palavra ecoa
tortura
mais ?
mas...
é.

E o que eu faço ?
Quando olho vejo parte de mim
envelhecida
abatida
sem brilho

Não quero ser sua imagem
nem semelhança
ainda há, acredito eu
ainda há esperança

Mas ontem eu cedi
ao seu som
ao seu tom
Hoje que te vi
senti dó

Sempre foi duo
geminis
mas hoje eu consegui escolher
o que não quero ser

E foi só olhar pra ti...

terça-feira, 26 de abril de 2011

o elo

é tanta coisa, tanta coisa que o olhar congela e o pensamento vai...
e vai longe.

Tão longe que até onde os olhos alcançam, aqui nessa realidade, é ausência total,
vira tintura a óleo.

E adentro alcanço profundidades e níveis de consciência intensos, certas vezes, intenso demais
a ponto de eu não compreender de imediato tudo aquilo.

...nos últimos dias e noites, tintura a óleo.

                                                                ... e minha poesia concreta, frágil que nem areia.

O elo com óleo.