segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Amor além do mito

Há o amor além do mito. 
Este, por exceção, existe sem matar, sem morrer.
Defende direitos, vive o outro e os outros do outro, se, por ventura vierem.

Há quem pense que exista sim, esse amor.

Passional... não cabe o romântico.
Cabe a  também mítica verdade co-relacionada à ética...
Quem é capaz? 

Mamíferos que somos, alimentamos o quente no outro para nos aquecermos.
Institucionalizamos, projetamos, estendemos o desejo individual.
Satisfazemos à quem?

Há o amor verdade. 
Este, permeia ideias recentes.
Quando a não resposta chega, rasga o peito, questiona quem pode.
Lâminas afiadas.

Cuidado, quem tem lâmina tem poder.
E o poder...não é amor.




terça-feira, 14 de novembro de 2017

O Mito do encanto

Com que motivo evitarei olhar para o mito?


Não há nada que desperte-me desejo maior.

O ato envelhecer traz consciências.

Pensava que podia, que resistiria ao cachos soltos, envoltos apenas pelo liberto vento.

Direções contrapunham aqueles fios, mas os olhos...

Esses eram fixos em mim.

O corpo parecia se esculpir no escuro de minhas vistas.

Não olhei! 

Entretanto, o desejo já havia condicionado meu pensar.

Conexões rápidas, neuras.

Não olhei, esculpi no abstrato o desejo daquele encanto.

Cravei a imagem no tempo e espaço.




terça-feira, 18 de outubro de 2016

Duas Janelas, meia vista



Daqui desse exato lugar, duas janelas, meia vista.
Uma revela o movimento do mundo, lá.
Aflige dois corações.
A outra, de costas para o mundo, acentua a angústia da inércia imposta.
Dois corações repousam, marcados pela mesma razão.
O rasgo no peito nunca havia sido literal. 
Agora, ponto a ponto, vê-se o frágil do ser.
Vive-se a condição vulnerável que cicatriza no corpo lembranças de uma guerra.

O estrategista companheiro, caminha ao lado. 
Busca através da ideal estrada da sabedoria, a força dos bons ventos.
Erra, desvia-se, culpa-se, contudo, segue.
Nada há de importar além da saída.

Duas janelas, meia vista.

O seguir adiante interrupto da jornada, inverte natural e bruscamente a simbologia conhecida.
Transforma.
No chão azul, espalha-se o sal da água que tenho bebido.
O céu, cinza em sua imensidão, revela lentamente que a força do companheiro impaciente por si, há de se firmar.
Do alto, observa-se o que já passou.
Terras inférteis, instáveis, castelos de areia.
Os mais temidos inimigos enfrentamos.
Outra batalha há de chegar antes que o alívio da última aconteça.

Dois corações, lado a lado arrastam-se pela mesma estrada à procura do próximo abrigo.
Nada sabe-se além do corte, das cicatrizes, do sal, do azul, das areias. 
Todavia, dois corações pulsam e hão de permanecer.



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Como é que um cabelo branco pode causar espanto a alguém que idealiza o passar do tempo?
Como é que o reflexo, ainda que evidente, causa estranheza?
Como é possível ser sem estar?
Quantos sentimentos guarda o amor?
Ciência divina essa a nossa,
que oferece resposta ao diferir do corpo e da mente
Possibilidades de um futuro, saudade certa
Por qual motivo, e que seja possível um dia saber, o final é triste?
Quando foi que o silêncio passou de achar a perder?


Quando a vista, desfocada, percebe a "imersidão" distante do agora.

quarta-feira, 17 de junho de 2015


Quando não há o que se dizer, melhor não dizer nada.
O silêncio não falha.
O idiota que romperá o silêncio com palavras compatíveis à sua imbecilidade, sempre existirá.
Facetas múltiplas nascerão e, pelo óbvio, também hão de morrer.
O herói, o ingênuo, o bondoso, o louco!
Seriam essenciais se, por ventura, existissem.
Saudações àqueles que transparecem as próprias falhas!