É que eu também sou o escuro da noite e de todo eco que o compõe.Quando grito o silêncio, é tempo perdido, coisa que palavra nenhuma consegue escapar. E se dita no auge da pretensão, torna-se repleta de sentido nenhum.Lancei-me, mergulhei por inteira, perdi o fôlego e afoguei-me numas mágoas imbecis. Defeitos.
Não posso fazer nada quanto a me equilibrar no caos, acho que é coisa de circo, um talento passado que deixou sinais. Quanto valem esses receios enquanto escrevo? Não mais que minhas outras sensações, e por isso, percebi que esse é mais um daqueles bilhetes que trocamos sem segredo.
Ora conflitos, ora idéias,ora idéias em conflito. "Está cada vez mais difícil disfarçar o tilintar dos meus guizos..." O Dia do Curinga" Jostein Gaarder.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
e ninguém tem
qualquer assunto é a saída quando o silêncio incomoda
quando não se sabe o que quer, qualquer sensação é morna
qualquer direita é torta
qualquer bebida cai bem
meu bem, se não, é meu é de quem?
tem dono ou não tem?
menino tolo, deixe de ser bobo
que ninguém é de ninguém
quando não se sabe o que quer, qualquer sensação é morna
qualquer direita é torta
qualquer bebida cai bem
meu bem, se não, é meu é de quem?
tem dono ou não tem?
menino tolo, deixe de ser bobo
que ninguém é de ninguém
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Awop-bop-a-loo-mop alop-bam-boom
- Dê-me a mão; disse.Trouxe ao peito, pressionei com a força de quem não quer deixar dúvidas, perguntei em seguida:
- é esse o ritmo ?
ele, com os olhos demasiadamente abertos, esboçou um meio sorriso e disse:
- é.
Levantei-me, saí da meia luz e sus pirei:
- então vamos dançar.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Anemoscópio
Engulo o vento e coleciono suspiros
estufo o peito e direciono palavras
coisas perdidas
frases soltas
poetas esquecidos
dei a letra
para vendo
numa outra
direção
que no alto não se usa os pés
que o vento não se tem nas mãos
que são cópias de partes inteiras
o vento
a letra
as mãos.
estufo o peito e direciono palavras
coisas perdidas
frases soltas
poetas esquecidos
dei a letra
para vendo
numa outra
direção
que no alto não se usa os pés
que o vento não se tem nas mãos
que são cópias de partes inteiras
o vento
a letra
as mãos.
sexta-feira, 16 de março de 2012
cinemudo
lembranças do cinzaaquele fosco sedutor
lembranças das cortinas fechadas
da cor pálida
da meia luz no quarto
dos chás
estado febril confortante
dizeres da máquina de carne moída
pré tensões putrefatas
volátil
são os olhos
esses alarmadores
que quando captam o suficiente
gozam no rosto
sádicos
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